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Dicas de Leitura | ep. 05 [Final]

Ironias da Existência – Sergio Gallo

Resgatando uma tradição que é bem brasileira, a do conto urbano, Sergio Gallo aborda neste delicioso livro as pequenas ironias do cotidiano. Muitas vezes as suas cenas e personagens lembram um quadro de Botero, onde a deformação e o tom das cores funcionam como um retrato irônico da realidade. Com uma obra em construção, Gallo vem recebendo os mais calorosos elogios de seus pares, entre eles Josué Montello, Paulo Amador, Rachel de Queiroz e Gilberto Mendonça Telles, além de Alceu Amoroso Lima e Carlos Drummond de Andrade.

Professor universitário e advogado aposentado, Sergio Gallo não teve uma infância cercada de livros. Seu interesse pela literatura surgiu na adolescência, quando estudava no colégio Pedro II, para conversar melhor com os amigos que sempre citavam autores e obras clássicas. Aos 18 anos escreveu a primeira poesia e aos 22, o primeiro conto – “Complexo de Altamiro” publicado no jornal O Fluminense e reproduzido neste livro. Desde então, não abandonou mais a Literatura Clássica. Considera Montaigne seu “padrinho” nos ensaios e entre seus autores preferidos e maiores influências estão Machado de Assis, Aluízio Azevedo, Manuel Bandeira, Shakespeare, Flaubert, Dostoievski e Platão.

O grande estímulo para a arte de escrever veio de Alceu Amoroso Lima. Nos anos 70, Sergio Gallo resolveu aparecer no escritório de Alceu apresentando-se como um velho aluno levando um presente. Foi muito bem recebido e ganhou um “tio literário de empréstimo”, iniciando uma bela amizade. Alceu começou a comentar por escrito os livros de Gallo e resolveu apostar no jovem autor levando seus artigos para serem publicados noJornal do Brasil. Quando o velho tio morreu, Sergio Gallo publicou no JB um artigo sobre as duas facetas de Alceu Amoroso Lima / Tristão de Athayde que muito comoveu sua família. Para ele ficou a lembrança de um homem sensato, sincero e, acima de tudo, autêntico.

Entre 85 e 98, Gallo participou do Sabadoyle – os saraus literários na casa de Plínio Doyle. Nesta “academia informal” tinha a companhia de Homero Sena, Rachel de Queiroz, Gilberto Mendonça Telles, Josué Montello e Paulo Amador, entre outros. Sendo um dos mais jovens do grupo, era chamado de “o Gallo mais forte” e tinha a responsabilidade de animar e descontrair o ambiente quando as reuniões ficavam muito monótonas.

Nas palavras do autor, Ironias da existência humana é “um painel bem-humorado sobre o comportamento humano, mostrando o drama e a comédia que a vida nos prepara”. Esta é uma edição revista e atualizada da publicação de 1982. Gallo retirou seis contos e acrescentou alguns textos mais recentes, entre eles “A perda”, escrito em 98.

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Dicas de Leitura | Ep.04

“O incrível dom de Oscar” – David Dosa

Sincero, inspirador, cheio de humor e muita emoção, O incrível dom de Oscar permite aos leitores passear por um mundo cheio de mistérios, incompreensões e perguntas sem respostas. Embora as visitas de Oscar revelem aos seus pacientes e familiares o momento doloroso da morte, elas concedem a seus leitores, mais que uma grande leitura, uma excelente reflexão sobre vida e morte. Seu exemplo nos deixa uma singela mensagem: cada momento da vida é único, devemos viver e acolher cada instante, mesmo aqueles que tememos e evitamos.

Dicas de Leitura: Ep. 01

Você pode curar a sua vida. Louise L Hay

Louise L. Hay, tinha motivos suficientes para ter se tornado uma pessoa fracassada.
Criada apenas pela mãe, maltratada pelo padrasto, estuprada por um vizinho alcoólatra aos 5 anos de idade, chegou à adolescência já cansada de sofrer. Fugiu de casa, trabalhou como garçonete, entregou-se à paixões, teve uma filha aos 17 anos e doou a criança a uma família. Tornou-se modelo, ficou famosa, casou-se com um empresário, foi traída pelo marido,separou-se e por fim decidiu mudar de vida estudando a Ciência da Religião.
Já trabalhando como professora e conselheira, desenvolveu um Câncer de Útero, que só foi curado quando conseguiu perdoar o seu estuprador.
Formou-se em Metafísica e tornou-se uma grande e respeitada escritora de auto-ajuda,a partir de 1981.
Segundo ela, viver torna-se uma tarefa simples, quando descobrimos que criamos nossas experiências através da maneira como pensamos. Se na primeira infância aprendemos a reagir às circunstâncias com sentimentos de mágoa, crítica, culpa ou medo, certamente isso sempre nos acompanhará, prejudicando nossa saúde e bloqueando nossas realizações.
Acusar o passado, não beneficia o presente. Nos ensinaram aquilo que haviam aprendido… Que bom sabermos que podemos reverter agora nossos padrões mentais. Não importa por quanto tempo os abrigamos. O primeiro passo é o desejo sincero de mudar. Toque o centro do seu pescoço que é o centro energético do nosso corpo e diga :- “ Estou disposto a mudar ! “ Depois verifique se você se ama, observando como se trata. Critica-se ou elogia-se ? Caso não costume se elogiar, olhe-se no espelho e repita:- “Eu me amo e me aprovo”. Faça isso 300 vezes por dia, (não levará mais que cinco minutos), durante um mês. A resistência virá, mas lembre-se:- – A única coisa que podemos modificar agora, é o nosso pensamento. – Tudo o que se repete, torna-se um hábito. – Aquilo em que colocamos a nossa atenção, cresce. – Assim como a água limpa leva embora toda a sujeira, os pensamentos e afirmações positivas expulsam nossas velhas crenças.

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